coisas do gomes
Este é o blogue do Nuno Gomes, mau futebolista mas incrível jogador de campo minado. Se não quiseres comentar publicamente, não hesites em escrever para aulasdeviolino@lsi.pt. Para consultas urgentes, contactem-me no messenger com aulasdeviolino@hotmail.com. Os meus livros para troca.
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
 
OCORRÊNCIAS
IKEA e outras coisitas

Sucedem aqui e ali acontecimentos que fazem as pessoas repensar a sua condição. Sentem-se, nomeadamente, mais burros ou mais inteligentes, mais capazes ou menos. A auto-estima flutuante de muitos tanto os leva a considerarem-se abaixo das suas capacidades reais, como muito facilmente parecem elevar-se sobre essa mesma realidade, considerando-se super-heróis de repente.

Nestes últimos dois dias tem acontecido um pouco disso tudo. Com os novos móveis da IKEA, o desafio não foi montá-los, mas perceber como funcionavam. A cadeira de secretária que não subia com manípulo mas sim a rodar, o candeeiro sem interruptor que afinal o tinha. Os desenhos não ajudaram, apenas me fizeram sentir estúpido.

Outra história. Hoje, depois do almoço, um ruído na ventoínha da casa de banho fez-me adivinhar um pássaro perdido lá dentro. 'Talvez esteja perto da entrada de ar', pensei, e passei revista ao telhado. Preclitante, saltando de telha em telha e de telhado em telhado, verifiquei que o presumível buraco do ventilador parecia impenetrável. Voltei ao sotão, e o barulho do pássaro era aqui mais intenso, principalmente com o ventilador ligado. 'O gajo deve entrar em pânico, coitado, tenho de o tirar de lá'. Procurei a cadeira, o foco da IKEA embrulhado à volta do ombro, e passei à desmontagem do ventilador.

Ao retirar o volume vi um corpo de pássaro. Com uma cara feia e um movimento rápido do braço, atirei-o para a banheira. Mortíssimo. Mais morto que eu, pelo menos. Ainda faltava o barulhento, ou melhor, a. Era uma fêmea de pardal, que me olhava lá do alto. Afugentei-a, e deixei-a voar pela casa enquanto fechava de novo o ventilador. Depois libertei-a, apesar de me ter parecido um pouco renitente a fazê-lo. Não sei se terá durado muito.

Montar os móveis do IKEA fez-me sentir capaz. Desmontar o ventilador e libertar o pássaro também. O que fiz há uma hora fez-me sentir o pardal mais idiota à face da terra. Descobri que o meu scanner, que já me acompanha há uns anos, faz reconhecimento de texto. Fazendo as contas, já calcorreei quilómetros para fazer reconhecimento de texto. Mas o meu scanner também o faz, e melhor do que algum outro scanner que tenho visto. Sempre assumi que não teria reconhecimento de texto, nem sei porquê.

É chato ser-se um idiota.




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