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terça-feira, abril 20, 2004
ESQUIZOS conclusões
Pedro Polónio
Psiquiatria Forense
Coimbra Editora
Lisboa_1975
O esquizofrénico vive uma realidade própria: -“eu é que sou normal!”
-Eu e o meu fantasma. O meu eu interior.
A esquizofrenia é hereditária, mas apenas em ¾ dos casos ela se manifesta.
Em 85% dos casos existe auto-relacionação, um estado especial em que os doentes referem tudo a si próprios, quase sempre de um modo pejorativo.
Um tímido tem medo de entrar num bar porque pensa que vão estar todos a olhar para ele, apesar de saber que não estão. Um esquizofrénico não o sabe.
A maioria dos esquizofrénicos não é dado à delinquência, mas mais à vadiagem. Um esquizofrénico trabalha muito mas rende pouco e quando é despedido dá-lhe para a vadiagem, mas não para roubos.
As alucinações e o delírio podem surgir, assim como também podem surgir noutra doença mental qualquer.
As alucinações mais vulgares são auditivas, visuais e cinestésicas (movimento).
A paranóia é uma loucura lúcida. As pessoas, no entanto, não são loucas.
A esquizofrenia catatónica (alterações psicomotoras, hiper e hipoactividade) é a causa de delinquência.
Outras características como os maneirismos, gestos bizarros e estereotipias (estar muito tempo na mesma posição) não levam à delinquência.
Tem importância a agitação psicomotora destruidora e o chamado rapto catatónico (agressão brusca e não motivada, mesmo contra amigos).
Os hebefrénicos dão-se a alterações de afectos ou mesmo à sua inversão. Podem ter risos néscios sem justificação aparente ou ser pessoas desinteressadas, vazias de afecto. No último caso vadiam sem destino, sem cuidar de si, sem se lavar, mal arranjados.