coisas do gomes
Este é o blogue do Nuno Gomes, mau futebolista mas incrível jogador de campo minado. Se não quiseres comentar publicamente, não hesites em escrever para aulasdeviolino@lsi.pt. Para consultas urgentes, contactem-me no messenger com aulasdeviolino@hotmail.com. Os meus livros para troca.
segunda-feira, março 15, 2004
 
CRÓNICAS
carnaval em Viseu I

Já vos contei quais eram as coisas que tinha como certas na minha viagem de Carnaval. Uma era a companhia, a Carla (CM para os leitores do coisas). Ela é, como me pareceu logo de início, uma excelente companhia de viagem. Não há cá stresses, tripes infundadas ou pressas. Melhor só importado. A outra coisa certa para a viagem eram as viagens de avião, Vigo-Barcelona na Iberia, Girona-Treviso na Ryanair, Treviso-Girona na Ryanair e Barcelona-Madrid-Vigo na Iberia, já previamente marcadas, como é normal. Tudo o resto era incógnita. Tinha sítio onde dormir nas cidades onde ia, mas combinei mal com as minhas amigas porque todas me pareceram surpresas por me ver. E mais nada.

Logo de início fiquei ligeiramente aterrorizado pelas dúvidas dos meus amigos quanto à RyanAir. As pessoas repetiam mecanicamente à minha volta ‘são a hélice os aviões?’ ou ‘não tens medo?’ e já estava farto de dizer ‘não, a única diferença é que não há balcões de atendimento, bilhetes ou comida grátis a bordo. De resto é igual. Eles até fazem manutenção dos aviões nos mesmos sítios das grandes companhias!’ rematava eu, para os calar. Entretanto, o meu brou já tinha definido uma estratégia de ataque aos meus argumentos a favor das transportadoras de baixo custo. Mas não vou falar disso agora. Porque quem falhou mais acabou por ser a Iberia. Começou logo mal. É que a viagem começou por acabar mal. Eu explico.

Da última vez que viajei na Iberia foi um luxo. O voo era Zurique-Porto, bem mais comprido que um Vigo Barcelona e bem mais chique. A comidinha era bem amanhada e serviram-nos um Rioja que, não sendo um Douro ou um Dão, dava para enganar a tripa. Isto, depois de uma viagem inter-rail em países ricos onde tivemos mais fome que pança cheia, soube a comida dos deuses.

Desta vez a Iberia foi um lixo. Como os voos eram domésticos, a comida era bolachas e café. Não me posso queixar, o voo era baratíssimo, mas ainda assim a Iberia falhou. Ai se falhou. A Carla tinha posto os papéis dos voos numa capinha A4. Mais valia tê-los dobrado e guardado dentro da mochila, era igual. Mas a cromice nem foi essa. A cromice foi pôr lá o b.i. também. Hum, nota mental, é melhor não explorar esta parte da cromice. Fui eu que guardei a capinha no avião, junto das mochilas. Mas foi a Carla que tirou as coisas de lá, e a capinha ficou lá. Só nos lembrámos no autocarro ao vir do avião. Não há problema, pensámos, é só ir aos pedidos e achados. Má ideia. Se soubéssemos, devíamos era ter sequestrado o autocarro e voltado ao avião na hora, porque nunca mais vimos o b.i. desde então. Os papéis nem faziam muita falta, pela net era possível reaver a informação e os códigos. Mas o b.i. era importante, como fizemos ver às inúmeras empregadas da Iberia com quem falámos. E ao senhor da Guardia Civil. As senhoras da Iberia, a mentir com quantos dentes tinham, pediam-nos para voltar mais tarde porque o sub-encarregado-do-raio-que-o-parta lhes tinha prometido telefonar com novidades em cinco minutos. Imaginem esta resposta multiplicada por mil. Porque haveriam de telefonar outra vez com novidades se já tinham ido uma vez ao avião e não tinham encontrado nada? Era tão óbvio que não iam voltar lá outra vez! Porque não eram sinceras aquelas meninas sorridentes? Tinham medo de borrar a maquilhagem?




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