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Este é o blogue do Nuno Gomes, mau futebolista mas incrível jogador de campo minado. Se não quiseres comentar publicamente, não hesites em escrever para aulasdeviolino@lsi.pt. Para consultas urgentes, contactem-me no messenger com aulasdeviolino@hotmail.com. Os meus livros para troca.
terça-feira, janeiro 13, 2004
CRÓNICAS férias das férias IV Por lapso indesculpável, acabei por não acabar de acabar as minhas crónicas das viagens. Faltaram coisas boas e más. Primeiro as más: sempre que passava um comboio a parede abanava e eu não conseguia ler. Prontos. E, agora, as coisas boas. Na viagem de ida tinha como vizinhos de viagem um casal de terceira-idade. Minto. Seria mais entre a segunda e a terceira-idade. Já tinham passado a crise da meia-idade. Praí entre os 40 e os 70. Ok, eu admito, não tenho jeito com as idades. Mas eles eram mais velhos que eu, isso é certo. Tenho um defeito (um entre muitos - ainda hei-de blogar sobre quais são esses meus defeitos): avaliar as pessoas pelo aspecto. Há quem, quando primeiro vislumbra uma mulher, o faz começando pelos olhos. Outros pelas orelhas. Eu começo pelos sapatos. Alguém que use aqueles sapatos bicudos é alguém que prefere a imagem ao conforto. Como eu sou o oposto completo, começo logo por antipatizar com a pessoa ainda antes de a conhecer. Esse casalito era típico jet-set português, apesar de não terem a exuberância que se vê nas revistas. Ela era loira, ele usava sapatinho de vela com meia branca. Liam entretidos revistas desse mesmo jet-set a que eu supunha eles pertencerem. Quando o marido foi ao quarto-de-banho, ela parecia fitar o infinito, escondido talvez num dos bancos à sua frente. 'Deve estar a suspirar da vida de merda que deve levar, de uma revista de jet-set para a outra. Ou então está chateada por o marido já não dormir com ela há anos.' pensava eu, com um sorriso sarcástico. Então comecei a observar com mais atenção, a tentar ver para além dos meus pacóvios preconceitos. Via o marido a fazer-lhe festas, e a dar-lhe a mão enquanto lia a revista. O melhor foi quando ela passa à frente dele e ele lhe manda um valente apalpão no rabo. Velhote maroto, hem? Concluí que ela teria algum tipo de enjôo ou uma doença crónica ou estaria mesmo a recuperar duma operação. Via o marido a confortá-la e a falar-lhe, como que dizendo que 'tudo vai melhorar.' O amor assim é bonito. Malvados sejam os meus preconceitos.
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