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Este é o blogue do Nuno Gomes, mau futebolista mas incrível jogador de campo minado. Se não quiseres comentar publicamente, não hesites em escrever para aulasdeviolino@lsi.pt. Para consultas urgentes, contactem-me no messenger com aulasdeviolino@hotmail.com. Os meus livros para troca.
sábado, dezembro 27, 2003
RECORRÊNCIAS só Sou só. Uma pessoa só. Não solitária. Gosto de estar com os outros. Mas com os amigos há uma relação de partilha. Quando se tem uma parceira, há uma relação de exclusividade. É uma amiga que não te larga. Quero viver com ela. Acordá-la com música suave e servir-lhe o pequeno almoço na cama. Levá-la ao hospital porque está doente. Ser acariciado no cabelo. Ter sexo todo o dia. Resmungar porque ela deixa as peças de roupa espalhadas pelo quarto. Saber que pertenço a alguém. Que sou correspondido. Que alguém me espera em casa depois de uma viagem chuvosa. Alguém que tenha mais piada que eu. Alguém com quem possa partilhar as minhas bebedeiras. Alguém que dance comigo. Ter uma relação dá trabalho, isso é certo. Implica compromissos de ambos os lados do campo de batalha. Implica sofrimento. Dor. Mas também consolação. Alegrias a rodos. Períodos contínuos maus. De tudo um pouco. Quando parei o meu primeiro namoro, pensei “namoros, nunca mais! Quero a minha independência!”. Nunca pensei que fosse tão difícil voltar a namorar. Que fosse tão ignorado pelo sexo oposto. Sabem aqueles conhecidos que vocês estranham quando o vêm com alguém? Eu sou o gajo que nunca ninguém espera que diga ‘posso trazer a minha namorada?’. Aprendi a sacar cavalos aos 16. Namorei pela primeira vez aos 18. Apanhei a minha primeira bebedeira aos 18. Dei o meu primeiro beijo aos 18. Estive pela primeira vez com uma mulher aos 18. Aprendi a biscar aos 20. Dormi pela primeira vez com uma mulher aos 23. Tive insónias. E nunca consegui sacar éguas. Como é óbvio, fiz as coisas básicas da vida muito depois de todos os outros. Outras ainda nem fiz. Mas acho que as que fiz, fi-las bem. No seu tempo. No meu tempo. Não faço de propósito. As circunstâncias não me favoreceram. As mulheres portuguesas devem ser mesmo burras! Eu estou aqui, venham buscar-me. Façam o que quiserem de mim! Estou em saldo! Ainda anteontem dizia à minha prima “sabes quando há liquidação de stock? Eu sou o que fica na prateleira ao fim do dia.” Onde estás? Eu estou aqui. Sempre estive.
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