coisas do gomes
Este é o blogue do Nuno Gomes, mau futebolista mas incrível jogador de campo minado. Se não quiseres comentar publicamente, não hesites em escrever para aulasdeviolino@lsi.pt. Para consultas urgentes, contactem-me no messenger com aulasdeviolino@hotmail.com. Os meus livros para troca.
quarta-feira, novembro 12, 2003
 
OCORRÊNCIAS
os espanholeses e as línguas

Essa história de que a dobragem defende a língua é um pau de dois bicos. É verdade que em Espanha se dobram os filmes. É verdade que lá existe uma cultura espanhola vivida por eles. Ouve-se muita música espanhola em Espanha! No entanto, é difícil encontrar um espanhol a falar inglês, para já não dizer outras línguas. Já se sabe de onde vem esta ignorância - a dobragem é omnipresente em Espanha. Saber outra língua não é pecado nem é ser contra a língua materna, é ter sede de conhecimento!

Há uns dias atrás estive na Galiza, em Santiago de Compostela, num congresso de arquitectura. Sempre que uma conferência era em inglês, os espanhóis lá punham o auricular para ouvirem a tradução. Os portugueses que lá estavam (e não eram poucos) ouviam directamente o conferencista, sem necessitarem de tradução. Quando o conferencista dizia uma piada, os portugueses riam-se logo. Os espanhóis riam-se 5 segundos depois (às vezes nem se riam porque o tradutor não conseguia traduzir bem a piada). Outras vezes riam-se sem razão aparente (o tradutor às vezes devia inventar piadas ou talvez se engasgasse). Conseguem imaginar o embaraço que isto significava para o conferencista. O pior era que até os arquitectos espanhóis que lá estavam precisavam de auriculares. O exagero chegou quando se fez uma mesa-redonda com um dos participantes em video-conferência, o arquitecto americano Peter Einsenman. Eles chegaram ao cúmulo de discutirem com o arquitecto americano e ele com eles, tudo através dos tradutores!! É incrível! O único arquitecto português que participou nas conferências (Manuel Mateus) falou em espanhol (perfeitinho). No entanto, no início da conferência pediu desculpa aos presentes porque às vezes introduzia palavras em italiano no meio do discurso. Imaginem a vergonha dos espanhóis, tendo pela frente um gajo de um país que para eles deve ser algo de insignificante a saber falar, para além do português e do inglês, espanhol e italiano!!! É de rir!Ou de chorar. Nem sei.



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